Você impulsionou no Instagram, mandou e-mail para a base, fechou com dois influenciadores e ainda rodou Google. O evento vendeu bem. Ótimo. Agora responde rápido: qual desses esforços trouxe as vendas? Se a resposta é "não sei ao certo", você está decidindo orçamento no escuro — e provavelmente pagando por canal que não devolve nada.

A ferramenta que resolve isso existe há anos, é gratuita e quase todo produtor ignora: a UTM.

O que é UTM, em português

UTM é um conjunto de etiquetas que você cola no final de um link. Elas não mudam a página — só contam de onde veio o clique. São cinco:

  • utm_source — a origem: instagram, google, newsletter, joao_influencer.
  • utm_medium — o tipo: social, cpc (anúncio pago), email, influencer.
  • utm_campaign — qual campanha: lote1, black_friday, reveillon2027.
  • utm_content e utm_term — detalhes opcionais (qual criativo, qual palavra-chave).

Um link fica assim: ...seuevento?utm_source=instagram&utm_medium=cpc&utm_campaign=lote1. Quando a pessoa compra por esse link, a ticketeira registra essas etiquetas junto com a venda. Pronto: aquela venda tem origem.

Sem UTM, todas as vendas viram um monte só. Com UTM, cada venda sabe de onde veio — e você para de adivinhar.

Por que isso importa mais para evento do que para qualquer negócio

Evento tem uma característica cruel: a venda é concentrada e o tempo é curto. Você não tem três meses para descobrir o que funciona — tem a janela do lote. Some a isso vários canais rodando ao mesmo tempo (tráfego, base, afiliados, influenciadores) e a pergunta "onde investir mais agora?" precisa de resposta em horas, não depois do evento.

Com origem em cada venda, você consegue ver, ainda durante a campanha:

  • Qual canal está enchendo o evento e qual está só gastando.
  • Qual influenciador realmente vendeu — não em curtidas, em ingressos.
  • O ticket médio por origem — às vezes o canal que traz menos gente traz quem gasta mais.

Como usar na prática, sem virar analista

1. Marque cada link de divulgação

Um link diferente por canal e por parceiro. Existe gerador de UTM gratuito (o "Campaign URL Builder" do Google) onde você preenche os campos e ele monta o link. Leva 30 segundos por link.

2. Seja consistente no nome

O erro nº 1 é bagunçar a nomenclatura: Instagram, instagram e IG viram três origens diferentes no relatório. Defina um padrão (tudo minúsculo, sem acento) e siga.

3. Leia o resultado

É aqui que a maioria trava: a ticketeira guarda a UTM, mas não mostra de um jeito útil. É esse o trabalho da minhaDash — puxar a UTM de cada venda e transformar em relatório: faturamento e ingressos por origem, por meio e por campanha, com tabela de performance e um diagnóstico de quantas vendas vieram rastreadas.

Um número que abre os olhos

O % de vendas com UTM mostra o quanto da sua operação está rastreada. Se está baixo, é sinal de que muita venda está entrando "sem origem" — e cada uma dessas é uma decisão de marketing que você não consegue avaliar.

Resumo

UTM é a diferença entre "o evento vendeu" e "o Instagram trouxe R$ 148 mil, o e-mail R$ 94 mil e o Google só R$ 59 mil". Marque cada link, mantenha os nomes consistentes e leia as vendas por origem. Você passa a investir no que enche o evento e a cortar o que só queima verba — durante a campanha, quando ainda dá tempo de mudar.

Descubra de onde vêm as suas vendas.

A minhaDash lê a UTM de cada venda da sua ticketeira e mostra qual campanha, canal e parceiro encheu o evento. Veja funcionando com dados reais.

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